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ULTRAPASSANDO OS LIMITES DA SÍNDROME DE DOWN

ULTRAPASSANDO OS LIMITES DA SÍNDROME DE DOWN

ULTRAPASSANDO OS LIMITES DA SÍNDROME DE DOWN

            A minha vontade de cursar Educação Física nasceu do incentivo que tive na Escola de Educação Básica da URI/ ERECHIM, onde estudei  desde minha infância e que além das aulas regulares a Escola oferece diferentes esportes entre eles o Judô. Comecei a praticar Judô com 10 anos e pratico até hoje  e neste ano busco conquistar a faixa preta. 

E foi por causa da prática do Judô e de ótimos exemplos de Professores de psicomotricidade e de Educação Física que este escolhi cursar a  faculdade de Educação Física. 

Decidido isto, tinha que enfrentar o vestibular e fazer a prova igual a todos os outros candidatos sem deficiência. A Universidade que fiz vestibular não previa nada  de prova diferenciada a única coisa foi que fiz a prova separado dos outros com uma monitora que podia me explicar as questões que eu não entendia. Eu estava tranquilo porque havia treinado muito fazendo provas e redações de vestibulares anteriores. Fui mais ou menos bem no vestibular fique suplente e entrei no II semestre do ano de 2015.

Até aqui foram muitos desafios, mas aprendi com a filosofia do Judô que mais importante do que cair é aprender a levantar. Sempre tive incentivo de minha família para seguir em frente e eu seguia porque eles estavam comigo.

Não sabia direito o que ia enfrentar na faculdade, mas o meu maior medo era não conseguir acompanhar as explicações das aulas  e se meus colegas e  professores iam entender minhas dificuldades e meu jeito de aprender. 

Mas como minha mãe é professora, todo início de semestre ela conversava com os professores e me acompanhava nos estudos e trabalhos e com isto me sentia mais seguro. 

O maior desafio era entender o conteúdo de algumas matérias, por exemplo Anatomia e Fisiologia. Eu estudava muito, estudo repetitivo, tinha que achar um jeito para entender o conteúdo, por exemplo através de paródias. Mas graças a este esforço eu consegui aprovação em todas as matérias.

Nesta caminhada tive professores compreensivos e sensíveis . O apoio da coordenação do curso foi fundamental para os que os professores me entendessem e adaptassem as provas quando necessário.

Meus objetivos não encerram com a formatura.  Pretendo ser professor de psicomotricidade e dar aulas de Judô. E continuarei estudando. Em 2020 cursarei Educação Física Bacharelado.

 

Pedro Henrique Baidek, 22 anos

Graduado em Educação Física- Licenciatura

Atleta de Judô, filiado a Federação Gaúcha de Judô

 

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