Talvez pela demanda do TEA as crianças no espectro tem pouco tempo de brincadeiras que não sejam dirigidas.
Brincar livre é diferente de brincar na terapia, por mais lúdica que a terapia seja.
No caso de crianças com autismo, evite brincar perguntando coisas, tipo “que cor é essa?”.
Esse tipo de brincadeira é chato, e faz a criança perder o interesse. Depois você vai dizer que a criança com autismo não gosta de brincar. Mas ela quer brincar, só não quer ficar respondendo coisas.
E essa é uma atitude das pessoas que vão brincar com crianças com autismo.
Os adultos brincam de fazerem perguntas. Talvez seja a necessidade de manter contato verbal, daí acham que a resposta é uma comunicação, na verdade responder coisas não é a melhor forma de se comunicar com crianças com autismo.
Se você quer que uma criança, principalmente com autismo, brinque com você, então você tem que ser interessante para ela, partindo do interesse dela você poderá ter uma comunicação espontânea.
Além disso, quando brincar com uma criança com autismo que esse momento seja só de brincar mesmo.
Até para os terapeutas é importante compreenderem o momento de brincar livremente e o brincar com intervenção.
As crianças com autismo têm uma agenda cheia de compromissos e de atividades, e brincar livremente pode ser o momento ideal para fixar tudo que vem sendo estimulado.
Deixe a criança brincar livremente.
Renata Batista, psicopedagoga

 

Descrição da imagem: #PraCegoVer
Card com fundo azul claro com faixa branca centralizada e escrito em azul claro: #valeapenarepostar. Na parte inferior à direita, está a logo do Grupo AutismoS: 4 mãos coloridas: amarela, vermelha, azul clara e azul escura; logo abaixo das mãos, há escrito: autismoS em azul escuro; e na sequência, grupo de apoio educacional.