É muito difícil fazer a sociedade entender sobre autismo adulto.

Difícil entenderem que crescemos e fazemos coisas de adultos e também envelhecemos.

Vejo que a maioria dos colaboradores dessa ideia errônea de que autista é só criança vem do fato de que muitos profissionais só escrevem, falam, palestram e se especializam apenas em crianças.

Por que será?!

Será que eles tentam mascarar que autistas crescem?

Acham que autismo desaparece?

Acham que se ajudarem o autista a superar as dificuldades ele nunca mais precisará de ajuda?

Por que os adultos são infantilizados e tratados como bebezinhos por toda vida?

Por que a criança parece lindinho de tratar e depois que vira adulto é desinteressante?

Escrevo a dois anos e continuarei a falar que autismo é para vida toda.

Autistas crescem, passam pela adolescência, pela puberdade, pela explosão de hormônios, pela necessidade de se estimularem sexualmente, alguns menos comprometidos pensam em casar, terem filhos e terem uma profissão.

Mas como seguirmos a vida se somos esquecidos?

Como adaptarmos a vida adulta se tudo é apenas direcionado à criança?

Precisamos falar disso! Autistas adultos mesmo os comprometidos sentem necessidades naturais do corpo humano e passam pelo processo natural da vida adulta, se masturbam, mestruam, têm ciclos hormonais, coisas naturais da vida de qualquer ser humano.

É importante vê o autista como ser humano e que passa por todo o processo desde do nascimento até a 3° idade.

Precisamos nos preparar para mudarmos o futuro para as novas gerações, que eles tenham suporte e apoio para toda a vida.

Escolas e/ou centros especializados em atenderem esses adultos, centros de qualificação e encaminhamento de empregos, casas assistenciais para aqueles que chegam à vida adulta e os pais morrem, e muitas vezes não têm amparo dos familiares.

Precisamos combater essa ideia que os profissionais colocam de autismo infantil sem progressão.

Autismo é por toda vida.

Tá na hora desses profissionais começarem falar mais disso e entenderem um pouco mais de nós, adultos.

 

Naty Souza