A INCLUSÃO ESCOLAR DO ALUNO COM AUTISMO E A SAÚDE MENTAL
A Educação Inclusiva compreende a Educação Especial dentro da escola regular e transforma a escola em um espaço para todos. Ela favorece a diversidade na medida em que considera que todos os alunos podem ter necessidades especiais em algum momento de sua vida escolar.
A Lei 13.146/2015 no Art. 2.º considera pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
Conhecer e saber como realizar os cuidados para este público com olhar e cuidado biopsicossocial, e principalmente sem preconceito, abordando suas necessidades educacionais e de saúde em cada momento do seu desenvolvimento.
Percebe-se que se a inclusão não acontece, o aluno autista, por exemplo, pode ter sua saúde mental alterada.
Muitos dos profissionais que os acompanham não conseguem compreender os comportamentos característicos do autismo, as estereotipias, necessidade de auto regulação, necessidade de ambular pelos espaços.
Isso altera a rotina da sala de aula pode levar a situações de crise para o aluno autista. Pois, como a maioria das pessoas se tem uma imagem do autista de uma criança isolada no seu canto, balançando o corpo e olhando incansavelmente para seus dedinhos a se mexer, é um exemplo clássico.
Essa cena até ilustra, em parte, pessoas com esse tipo de funcionamento mental, mas, como estereótipo, é capaz de deixar marcas e estigmas.
Com esta visão generalizada não se percebe o ser humano que está em sua frente necessitando de um olhar e cuidado biopsicossocial e principalmente sem preconceito capaz de compreender a suas necessidades educacionais e de saúde naquele momento.
Compreender esse transtorno pode ser relativamente simples quando estamos dispostos a nos colocar no lugar do outro, a buscar a essência mais pura do ser humano e a resgatar a nobreza de realmente conviver com diferenças.
E talvez seja esse o maior dos nossos desafios: aceitar o diferente e ter a chance de aprender com ele.
Assistir a criança com TEA constitui-se em um grande desafio.
Esta é a motivação para relatarmos a atuação do profissional de saúde e do professor frente ao atendimento à criança autista. Dados estatísticos e pesquisas têm mostrado a prevalência de crianças com Transtorno do Espectro Autista o que evidencia a necessidade das escolas se adaptarem a este perfil de alunos, das equipes de saúde melhor se prepararem para a integralidade e saúde mental desta clientela.
Gisele Cristina Manfrini Fernandes. Universidade Federal de Santa Catarina,
Gizela Leite. Prefeitura Municipal de Blumenau/CEMEA
Raquel Nogueira Leite. Hospital Baia Sul
REFERÊNCIA: BRASIL, LEI Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015. Lei Brasileira de Inclusão.
Descrição da imagem: #PraCegoVer
Card com fundo azul marinho com faixa branca centralizada e escrito em azul marinho: AutismoS & Convidados. Na parte inferior à direita, está a logo do Grupo AutismoS: 4 mãos coloridas: amarela, vermelha, azul clara e azul escura; logo abaixo das mãos, há escrito: autismoS em azul escuro; e na sequência, grupo de apoio educacional.