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Kaká Koerich Lobe, ativista Autismo, mãe do Pedro 11 anos e Matheus 6 anos

Em Agosto de 2014, nosso filho tinha 1 ano e 9 meses e parecia uma criança completamente “normal”!

Fomos surpreendidos com o diagnóstico do TEA – Transtorno do Espectro Autista e ficamos completamente apavorados, com muito medo, imaginando que nosso filho jamais falaria, seria completamente dependente e que nada poderia ser feito!

Mas o TEA – Transtorno do Espectro Autista tem vários níveis e os casos graves são os mais raros. 
Na grande maioria NÃO HÁ deficiência intelectual.

Era nosso “preconceito”, ou melhor, a nossa falta de conhecimento em relação a este transtorno que nos deixou tão transtornados!

Mas começamos o tratamento com fonoaudióloga, musicalização e terapias comportamentais intensivas, além de estímulos constantes na rotina. Então nosso filho começou a falar, se relacionar, atender a comandos, etc.

Nossa maior sorte foi receber o diagnóstico tão cedo, pois “quando a intervenção é realizada em crianças menores de 3 anos, a melhora é de 80%…”, afirma o coordenador de Serviço de Atendimento e Psiquiatria Infantil da Santa Misericórdia do Rio de Janeiro. 
 No entanto, acrescentamos que, de acordo com o jornal Pediatrics, pesquisadores afirmam que crianças podem desenvolver a linguagem durante o ensino fundamental ou até na adolescência.

Nosso primeiro neuropediatra recomendou que mantivéssemos segredo sobre o transtorno, para evitar que o Matheus fosse rotulado desnecessariamente.

No entanto, gostaríamos que outras crianças tivessem a mesma oportunidade, por isso nossa determinação em DIVULGAR o que é o Autismo, como TRATÁ-LO, a importância do diagnóstico precoce e da imediata iniciação do tratamento, ainda que não se tenha certeza do fechamento do diagnóstico! Estamos convictos de que o Matheus veio com esta missão, e por isso decidimos seguir este caminho!

O Autismo já é reconhecido por alguns órgãos como a maior epidemia do Planeta, pois é mais comum que câncer infantil, diabetes e Aids.  Conforme publicado Revista Crescer: “As novas estatísticas do Centro Nacional de Saúde e Estatística mostram que o número de crianças norte-americanas afetadas pela desordem do espectro autista (DEA) aumentou consideravelmente no último ano. Na última medição, uma em cada 88 crianças tinha o transtorno, agora, esse número aumentou para uma em cada 50.”

Com evolução de seu tratamento ficamos ainda mais motivamos de divulgar ao máximo tudo que aprendemos, afim de beneficiar o maior número de pessoas possível! Aos poucos, fomos direcionados para os melhores especialistas, desmistificando o transtorno e aprendendo o que deve ser feito para estimular a linguagem e a interação. Nosso principal objetivo aqui é transmitir esse conhecimento.

E para nossa felicidade, após 2 anos de tratamento, pouco antes de completar 4 anos, o Matheus recebeu alta de seu neuropediatra e SAIU DO ESPECTRO DO AUTISMO! Afinal, sua linguagem e interação se desenvolveram de forma incrível, persistindo apenas alguns traços, os quais vamos continuar tratando, através de terapias para seu desenvolvimento adequado.

Desta forma, procuramos através do site www.autistologos.com e do Instagram @autistologos_autismo divulgar o que pode ser feito pelos pais em casa, os direitos dos autistas, recomendamos filmes, livros, aplicativos, a lista de profissionais responsável pelo tratamento do Matheus, etc. Afinal, na época em que recebemos a notícia, nos sentimos de mãos atadas, sem saber como contribuir para o desenvolvimento de nosso filho.

Esperamos contribuir de alguma forma para que as crianças portadoras desse transtorno possam receber um tratamento efetivo.

Ainda que seja raro sair do Espectro, um tratamento adequado e intensivo certamente são capazes de mudar o futuro de nossas crianças, amenizando e revertendo grande parte dos sintomas!

Nosso grande sonho é que todas as crianças portadoras deste transporto possam receber o diagnóstico precoce e o tratamento e estímulos adequados.

Kaká Koerich Lobe
Ativista Autismo, mãe do Pedro 11 anos e Matheus 6 anos. 17