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Inclusão escolar de crianças autistas no Vermais

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https://ndonline.com.br/videos/ver-mais-blumenau/inclusao-escolar-de-criancas-autistas/

 

 

 

AUTISMO ADULTO – diagnóstico tardio

Autismo é um Distúrbio do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, a interação social e que pode fazer com que quem o tenha, apresente um comportamento repetitivo e obsessivo. Além disso, o autismo, geralmente, vem acompanhado de um outro Transtorno, o Transtorno do Processamento Sensorial (TPS).

 

Até pouco tempo atrás, enquanto o autismo infantil era mais conhecido, o autismo na pessoa adulta ainda era relativamente desconhecido por muitos. No entanto, não raramente, alguém que já alcançou a maioridade ainda pode obter um diagnóstico dentro do TEA (Transtorno do Espectro do Autismo). A razão disso é que cada vez mais o autismo vem sendo reconhecido também no adulto com inteligência normal, ou até (bem) acima da média. Não faz muito tempo, os adultos com autismo severo eram “fáceis” de ser reconhecidos devido ao comportamento atípico mais óbvio. A partir do interesse da ciência e seus estudos internacionais frequentes, já se sabe que o autismo não se limita somente ao tipo severo – quando é mais evidente. Especialmente os portadores da síndrome de Aspergers e os autistas de inteligência mediana e acima, podem levar uma vida praticamente normal…até que acontece algo em suas vidas que funciona como estopim, trazendo à tona um autismo antes nunca diagnosticado.

 

Existem diferentes fatores que indicam um possível diagnóstico de autismo no adulto.

Pesquisadores concluíram que quando uma criança é diagnosticada com autismo, às vezes o mesmo comportamento é encontrado em um dos pais (geralmente o pai). Sabendo-se que o autismo é uma condição de ordem genética, os pais são solicitados pelos profissionais que assistem a criança, a procurar saber se existe algum caso de autismo na família – o que, em geral, é o caso. Não raramente, um dos pais acaba sendo identificado como autista.

 

Mas o autismo adulto não só é identificado desse modo. Os cientistas analisaram as situações de onset do autismo. Observaram que mudanças de fase da vida de um autista adulto, não diagnosticado, eram momentos em que o diagnóstico era mais frequente. Em períodos de transição, muita coisa pode mudar.

Por exemplo:

– o adolescente que que esteja se tornando independente:

– o homem/mulher que se torna pai/mãe pela primeira vez;

– um problema sério de relacionamento;

– mudança de casa, cidade, ou emprego;

– chegada da aposentadoria.

 

São situações em que pode ficar evidente que uma pessoa, que até então conseguia funcionar relativamente bem dentro de acordo com os padrões de normalidade, passa a ter muitos problemas que não consegue resolver da maneira que a maior parte dos neurotípicos consegue. Neste caso, acabam por apresentar um quadro de ansiedade extrema, como burn-out ou um desconforto de ordem psicoemocional que não consegue ser solucionado com a terapia tradicional, aplicada nestes casos. Neste caso, o tratamento padrão para tratar o problema não apresenta resultado, ou o quadro geral não se encaixa no suposto distúrbio. Quando isso acontece, exames mais extensos podem confirmar um diagnóstico de autismo.

 

Exames

Os exames efetuados para diagnosticar o autismo adulto devem ser conduzidos por profissionais qualificados a fazê-lo, como psiquiatras, psicólogos da saúde (com habilitação para diagnosticar e medicar, se for o caso), neuropsiquiatras e neuropsicopedagogos. Devido ao fato do autismo ser um distúrbio do desenvolvimento, a problemática vem da infância, ou seja, é necessário obter-se informação sobre essa fase do autista adulto. Assim como as fases seguintes, do desenvolvimento infanto-juvenil o início da vida adulta, para chegar-se ao diagnóstico final.

 

Para as crianças, existem testes e formulários que facilitam o fornecimento do diagnóstico.

No entanto, o diagnóstico dos adultos ainda está em desenvolvimento, sendo bem mais complexo de ser alcançado. Como cada caso é um caso, o diagnóstico de um determinado adulto pode ser bem mais bem mais demorado do que de um outro. O que atrapalha o processo, muitas vezes, é a falta de informação prévia do adulto examinado.

Um exame diagnóstico de qualidade, deve ser minucioso, consistindo numa pesquisa de psicodiagnóstico, uma pesquisa psiquiátrica (com médico psiquiatra) e em sessões com o adulto a ser examinado, assim como de pessoas importantes em sua vida – parceiro/a, e parentes chegados.

 

Às vezes já existe bastante informação sobre a pessoa. Mas acontece com frequência, de alguns testes não serem passíveis de execução ou dos dados da infância serem desconhecidos. Não raramente parentes, parceiros ou pessoas bem próximas do autista são entrevistadas pelo profissional examinador, a fim de ter uma impressão o mais precisa possível, sobre o passado da pessoa a ser diagnosticada.

 

 

Em alguns casos, o diagnóstico é dado mesmo assim, com base num teste mais limitado. O problema de fechar-se o diagnóstico em adultos é justamente por que muita informação da sua infância não se encontra à disposição. E esta informação é essencial para a qualidade do diagnóstico.

 

 

 

O autismo está em TODOS os lugares: nas ruas, nas lojas, no escritório e em casa. Não possuir um diagnóstico não significa que o autismo não exista. No entanto, o desejo de saber se é caso de autismo, sempre deve ser espontâneo. O adulto em questão deve julgar se a obtenção do diagnóstico irá somar à sua vida (reconhecimento, alívio etc.) ou prejudicá-lo em seu dia a dia, de alguma forma, de acordo com a maneira que preferir conduzir sua própria vida.

 

A experiência ensina que os adultos diagnosticados acabam por beneficiar-se do mesmo. Finalmente encontram respostas para perguntas que vinham fazendo durante todas suas vidas. Muitos deles participam de grupos virtuais, trocando experiências com outros adultos autistas; outros tornam-se ativistas, dando palestras e surpreendendo suas audiências pelo jeito extremamente intrigante de encararem o mundo. A maioria, no entanto, encontra o reconhecimento dele mesmo e da família, de que não é “louco”, nem “impossível de se conviver”. Ele ou ela é autista, ou tem autismo, como alguns preferem dizer. Não são doente mas, sim criaturas extremamente fortes e corajosas por terem “sobrevivido” décadas tentando entender e adaptar-se a outra forma de ser.

 

Por Fatima de Kwant

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Links recomendados:

 

http://www.leokannerhuis.nl/cli%C3%ABnten/aanbod-amsterdam/volwassenen

 

 

http://www.altrecht.nl/autismevolwassenen#.UihPomQqdE

 

 

http://www.ggze.nl/autisme-volwassenen

Reportagem para o Balanço Geral sobre Setembro Branco da Inclusão

Nossa presidente, Juliana Lanser Mayer, participou do programa Balanço Geral da emissora Ric Record de Blumenau para falar sobre a importância do Setembro Branco mês da Inclusão.

Bem-vindo ao nosso Blog: Com depoimento da Presidenta do Grupo Juliana Lanser Mayer.

Olá, Pessoal…

Hoje iniciaremos um espaço de comunicação com você que gosta e se interessa por autismoS.
Esse canal é uma via de mão dupla, pois contamos com sua participação nesta construção/troca de conhecimentos e experiências através de e-mails (contato@autismos.com) e comentários com dicas e sugestões para compartilharmos.
Afinal, acreditamos que inclusão é informação!

Nosso post inaugural será o depoimento da presidenta do grupo, Juliana Lanser Mayer:

“Sou Juliana, meu esposo chama-se Valcir e juntos somos pais de Letícia, Guilherme, Rafael e Gabriele.
Rafael é autista. E isso não o define!
O autismo explica o seu sistema operacional, mas não todas as funcionalidades dele.
Muitas vezes buscamos entender o AUTISMO e buscamos algumas respostas que só podem ser descortinadas, compreendidas e vivenciadas quando olhamos através da sua forma de ver, compreender e se expressar com o mundo:
– Você compreende o mundo de forma literal e vê tudo através de imagens que muitas vezes sobrecarregam seus outros sentidos. Pois bem, é quando sua forma de se comunicar fica diferente da minha (ele em inglês e eu em português) acabo me apegando às imagens para conseguir compreender tudo e então entendo um pouco mais sobre você;
– Seu hiperfoco torna-o muito bom em determinadas áreas, isso me encanta, pois o vejo feliz e pleno nesses momentos e também percebo o quanto ainda preciso aprender e o quanto muitas vezes me falta foco em determinadas áreas da vida;
– Seus interesses restritos ensinam-me maneiras diferentes de ser FLEXÍVEL, mas respeitando suas particularidades;
– Você me mostrou que realmente não sou eu que escreverei sua história, somente faço parte dela, afinal nem por um segundo pensei que ela pudesse ser como é!
– Tenho a honra de ensinar, mas também de aprender com você.
Nossa maneira, do nosso jeitinho vamos quebrando e superando a nossa forma de ver o mundo. Pois através do amor, da observação, da flexibilidade e da paciência conseguimos descobrir alguns caminhos dentro do seu autismo e na sua singularidade/individualidade para conseguir ajudá-lo.

Por isso, papais e mamães, descubram, observem e se conectem com o autismo do seu filho, pois somente conhecendo-o você conseguirá descortinar as inúmeras possibilidades, dificuldades e habilidades que se escondem atrás do AUTISMO que você vivencia dentro de casa.”

Juliana Lanser Mayer
Presidenta do Grupo de Apoio Educacional autismoS