Quem nunca deu uma desculpa para não ir a um lugar onde não queria ir? Quem nunca contou uma “mentirinha boba” para se sair de uma situação na qual não queria estar?
E quantas vezes o fizemos perto de nossos filhos sem nos darmos conta?
Dar uma desculpa, contar uma mentira, dizer uma coisa e fazer outra, torcer o nariz quando vê na tv uma pessoa “diferente” (de outra raça, religião, orientação sexual, partido, time de futebol, ou pessoa com deficiência).
Coisas “normais” que diz tanto sobre o comportamento neurotípico.
Crianças são “esponjas” que absorvem o comportamento do meio ambiente.
Sendo a família sua primeira referência, geralmente, é ali que muita coisa é aprendida, e tornada um hábito que ela carrega para a vida.
Pais e mães raramente se dão conta de que são exemplos o tempo todo.
Não só durante os momentos de educação conscientes, mas principalmente na educação inconsciente; nos seus hábitos, valores e comportamento que são imitados por seus filhos.
A perda da inocência infantil é parte do desenvolvimento típico.
Com a perda da inocência, tem início a malícia e o preconceito.
A malícia (desconfiança), infelizmente, parece ser necessária para sobreviver no mundo. J
á o preconceito, só atrapalha.
Ter um pré-conceito é normal porque quase sempre é automático.
Quando olhamos para uma pessoa, pensamos alguma coisa, sempre: se ela é feia ou bonita, gorda ou magra, gentil ou não, simpática ou não, gay, autista, etc.
Têm conceitos que são óbvios.
Têm conceitos que não são óbvios.
Têm conceitos que são subjetivos.
São conceitos, pré-conceitos.
Esse não é o problema.
Ter conceitos é legítimo, é natural.
Não é o que percebemos em alguém que atrapalha, mas O QUE FAZEMOS COM O QUE PERCEBEMOS.
Uma atitude tolerante e construtiva seria a de analisar mais a fundo essa primeira impressão (o pré-conceito).
O pré-conceito só virá preconceito quando não enxergamos além daquilo que vemos.
Ensinar nossos filhos a perceberem a diferença sem preconceito é um legado que pode mudar o mundo e aprimorar a raça humana.
Nossa amiga e parceira de causa, Fátima de Kwant, do Autimates Brasil.
Descrição da imagem: #PraCegoVer
Card com fundo azul claro com faixa branca centralizada e escrito em azul claro: #valeapenarepostar. Na parte inferior à direita, está a logo do Grupo AutismoS: 4 mãos coloridas: amarela, vermelha, azul clara e azul escura; logo abaixo das mãos, há escrito: autismoS em azul escuro; e na sequência, grupo de apoio educacional.