INCLUSÃO JÁ!
Eu fico indignada em ter que relatar casos como de Bruno Alenquer, autista, universitário, certamente lutou e luta bastante para realizar seus sonhos e alcançar seus objetivos, mas meu coração se parte, ao ver o que ele relata sobre sua vida na faculdade.
“Eu fui chamado de demente na faculdade por uma professora, que era para estar lá para ajudar, ensinar. Isso me destruiu, fora o que alguns alunos também fazem, já pensei muito em abandonar a faculdade.”
Não existe inclusão para Bruno, é assim a realidade de João, Maria, José, e tantos e outros Autistas.
Creio que uma solução para que essa política de inclusão aconteça é, criar um polo de apoio aos Autistas, na verdade que represente todos os deficientes, dentro das escolas e faculdades, assim como existem os grêmios estudantis, que possam existir um representante para defender os deficientes, dentro das escolas e faculdades.
Assim com existe representante dos direitos humanos, que possam haver representantes dos direitos dos deficientes dentro desses núcleos, que são onde mais sofremos descaso, escola, posto saúde, faculdades, que tenham um número que possamos ligar e fazer denúncias, como já existem números específicos, para abuso contra mulher e crianças, possa haver um órgão que cuide apenas de denúncias contra os Autistas.
Precisamos de núcleos que possam fazer a lei sair do papel e se tornar real e eficaz.
Se sofremos preconceito, que possamos recorrer a esse núcleo de apoio, fazer a denúncia e ver de fato as pessoas serem penalizadas, isso iria ajudar a diminuir tantos abusos cometidos pelas pessoas aos Autistas.
Quando as pessoas perceberem, que assim como injúria racial, preconceito racial e gênero, quem faz preconceito com o AUTISTA também é punido e existe um representante para receber a denúncia, investigar e responsabilizar os agressores pelos seus atos, teremos de fato uma política real para nós, os Autistas.
Quanto isso, tudo ainda é, apenas, utopia.
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