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Formação continuada: inclusão é informação!

Formação continuada: inclusão é informação!

Formação continuada: inclusão é informação!

 

A escola não é uma instituição pronta, acabada e inflexível, mas uma estrutura que acompanha o ritmo individual de aprendizagem de cada aluno, fator que deveria ser levado em consideração quando abordada na perspectiva da educação escolar inclusiva. O autismo tem um espectro muito amplo, os sintomas variam de pessoa para pessoa, com diferentes graus de comprometimento. Ou seja, as pessoas são diferentes e agem de maneiras diferentes, sejam elas autistas ou não, e o que todos eles terão em comum é o comprometimento comportamental na interação social e na comunicação. Posto isso, deve-se respeitar o autista em sua individualidade: um sujeito sociocultural, criador e protagonista de sua própria história, isto é, o autista por aquilo que ele é, e não por aquilo que será.

Ademais, ele, além do direito à matrícula e ao professor de apoio, também tem o direito de possuir materiais adaptados e avaliações diferenciadas com a utilização de uma linguagem mais objetiva e com imagens, para ser avaliado conforme seus avanços, seu desenvolvimento pessoal e não por critérios comparativos.

Dessa forma, as informações e os conhecimentos adquiridos pelo professor na formação continuada ajuda diretamente sua prática docente, porque muitas vezes antecipam, de alguma forma, a exposição de situações que poderá encontrar ou já encontrou na escola. Ou seja, a articulação da teoria-prática visto que, na formação continuada, é a construção da prática-reflexiva, pois se leva em consideração a realidade que o docente está inserido, assumindo a reflexão na ação que permite a associação teoria-prática.

Tomada em seu conjunto, a reflexão proposta da importância da formação continuada contribui para o progresso da formação e do trabalho docente devido ao suporte que oferece ao desenvolvimento profissional, além de promover um crescimento pessoal e institucional, colaborando com possíveis mudanças na prática.

Vale assinalar, ainda, que o principal papel da escola é a socialização. Nela, a criança/adolescente passa por diversas situações nas quais pode antecipar como será sua vivência extramuros. Afinal, quanto mais diversidade encontrar na escola: seja convivendo com adultos diferentes de seu meio familiar; ou relacionando-se com pares distintos, maior será sua preparação para a vida fora da escola. Por fim, também é válido considerar que os educadores são os agentes mobilizadores e, juntamente com seus alunos, são agentes de transformação social; é na escola que realmente pode-se fazer a diferença. Escola é lugar para todos, e não para alguns!

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