Giovani de Oliveira Ferreira é pedagogo e graduado em Judô; pós-graduando em Neuropsicopedagogia (Uniasselvi). Coordenador do Paradesporto da Federação Catarinense de Judô; técnico da seleção brasileira de judô de DI (deficientes intelectuais). Pai de Giovani, Pedro e João Vitor, autista, de 21 anos.

Hoje em dia, já ninguém mais discute sobre a importância do esporte na vida de todo ser humano, é comprovadamente importante, eficaz e prioritário na vida de todos, seja a prática de um futebol com os amigos, uma caminhada no parque, seja a nível de alto rendimento, todos precisamos.

E quando falamos sobre o esporte para pessoas com TEA, toma uma maior proporção este apelo ao uso do esporte como instrumento de transformação de vidas, tenho vários alunos autistas de diferentes idades, e além disso sou pai e técnico de um judoca Campeão Mundial de Judô que também é autista, como cada autista tem suas peculiaridades todo profissional que trabalhar com eles tem que estar preparado, entusiasmado e porque não dizer apaixonado!

Temos que comemorar cada braçada, cada pedalada, cada passo dado, incentivar o crescimento e progresso respeitando o limita de cada um, desafiar o autista a conhecer coisas novas por meio do esporte, estimular sua participação em eventos, tratar o autista não como alguém que precisa de sua pena, ou que você esta fazendo algum favor para ele, mas trata-lo como alguém que busca no esporte o que ele pode proporcionar, como por exemplo:

– Socialização – o autista que tem problemas por exemplo com o ‘toque” pode aprender a abraçar, a comemorar, a ter comunhão com o próximo, seja um esporte coletivo ou individual o esporte sempre vai proporcionar relações pessoais.

– Autoestima – o autista por meio de suas conquistas pequenas ou grandes ao longo de sua caminhada no esporte vai ganhar confiança em si mesmo, vai sentir-se parte de algo e isso vai lhe trazer a autoestima.

– Melhores significativa na condição física – cardio respiratório, aprender a respirar corretamente pode ajudar durante uma crise, alguns esportes inclusive funcionam como inibidores de autistas que se ‘machucam” a si mesmos pois o autocontrole e melhora de concentração vai ajudar muito, inclusive alguns esportes podem proporcionar a diminuição da estereotipia por causa das repetições que ocorrem durante a pratica de determinado esporte.

– Coordenação Motora – ganho significativo na coordenação motora num todo, movimentos que pareciam impossíveis para eles podemos começar a fazer parte de sua rotina’’.

 Incentivo a conexão – muitos autistas têm grande dificuldade em conectar-se com o meio ambiente apresentado ou até mesmo com pessoas, o esporte pode proporcionar a “quebra” desta barreira de interação e comunicação.

 Promoção do bem-estar, alegria – o esporte sem dúvida pode trazer para o autista experiências incríveis como seres humanos, gerando em seu corpo a química que gera bem estar e alegria.

Enfim, um dos principais aspectos que o esporte pode e deve abranger na vida de pessoas com TEA é a inclusão social, o esporte tem este poder, este potencial e por consequência tem esta responsabilidade.

Deixo uma sugestão para todos pais que procurarem algum esporte para seus filhos, existem muitas opções, mas busque um profissional que além de conhecimento técnico tenha “algo mais”, sei que nem todos vão entender esta sugestão, mas fica a dica.

Viva o Esporte! Viva a Inclusão! Viva a Vida!