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Autismo e o ensino superior: quebrando paradigmas, vencendo barreiras. 

Autismo e o ensino superior: quebrando paradigmas, vencendo barreiras. 

Sonho com o momento onde seremos todos tratados de forma especial, não por termos algum comportamento que não segue padrões predeterminados como certos ou adequados (?), mas porque somos todos, verdadeiramente e igualmente especiais e únicos.
Tenho o hábito de interpretar e adequar as palavras, por exemplo: desafio, troco por oportunidade; dificuldade, troco por aprendizado e crescimento.
Digo isso porque, ao nos prepararmos para trabalhar com alunos autistas, durante a nossa formação, adquirimos conhecimentos teóricos, filosóficos e legais que nos dão direcionamentos e metodologias fundamentais, mas é no cotidiano, na prática do trabalho docente que “aprendemos” verdadeiramente. Aprendemos que a compreensão e o respeito, por exemplo, do termo inclusão, ainda precisa avançar bastante, ser compreendida e assegurada com amplitude e quando mencionamos aqui em especial o aluno autista, entendemos que a metodologia é a das possibilidades e da descoberta. Sim, porque as possibilidades tanto de ensino como de aprendizado do aluno autista são imensas, exatamente como as de qualquer outro aluno, pois o fato de ver e entender o mundo sob outra ótica amplia as possibilidades do trabalho docente. É, na verdade, bastante simples: basta pensar na maneira como você aprende que, provavelmente não é a mesma forma que o seu irmão, o seu amigo aprende e isto porque somos todos diferentes. Difícil entender? Nem tanto, para isso precisa ter sim conhecimento teórico para descobrir caminhos, estabelecer metas, além de uma dose de persistência, boa vontade, mas acima de tudo, muito amor para superar dificuldades que todos nós temos, independente de nossas condições.
O mundo autista é maravilhoso, descomplicado, direto, é único e justamente por isso, por esse “descomplicamento”, que a atuação do professor de apoio torna-se importante, por ser um mediador, uma ponte que liga uma mente brilhante aos processos da educação colaborativa no âmbito da instituição e fundamental para a promoção do sucesso educacional do aluno.
Na nossa Instituição, o professor de apoio, recebe a nomenclatura de “Professor Intérprete” e aí a minha leitura para “intérprete” vai muito, mas muito além: intérprete de olhares, de sentimentos, de emoções, de aprendizados e aprendizagens, de trocas. Impossível nesta caminhada, deixar de mencionar Carl Jung quando ele diz que “Ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”
@João Vitor Ferreira: rumo à formatura e ao sucesso! Amo !
Mara Flatau
Pedagoga e intérprete educacional da Uniasselvi do acadêmico autista João Vitor Silva Ferreira.
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