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A importância do olhar individualizado para a alimentação do paciente AUTISTA.

A importância do olhar individualizado para a alimentação do paciente AUTISTA.

A seletividade alimentar é um grande desafio para o indivíduo portador do espectro autista e para seus familiares. No texto abaixo, escrito pela nutricionista Nara Lehmkuhl, entenderemos a importância do olhar individualizado para a alimentação do paciente.

 

A importância do olhar individualizado para a alimentação do paciente autista.

A relação entre o paciente autista e a alimentação não pode ser vista como uma cura para o espectro, mas sim, como melhora na qualidade de vida e consequentemente benefício para o seu desenvolvimento. Contudo, sente-se a necessidade de que os profissionais da área da saúde, ampliem seu olhar em relação as vivências diárias e aos desafios que os pacientes e suas famílias encontram através das barreiras alimentares expostas pelo próprio espectro, como, seletividade alimentar, desenvolvimento sensorial alimentar, introdução alimentar e recusa. É necessário respeitar hábitos alimentares culturais, seus gostos e preferências, mas sempre estimulando a introdução de novos sabores e texturas, assim como todos ao longo da vida.

É importante salientar que o autista apresenta alterações gastrintestinais, como a má digestão de certos alimentos, levando a sintomas como dor abdominal, constipação ou diarréia crônica, flatulência, vômitos, regurgitação, perda de peso, intolerâncias alimentares, irritabilidade, entre outros. Entretanto, deve-se atentar principalmente a saúde do intestino, pois esta apresenta relação direta com o cérebro. A hipermeabilidade intestinal desencadeia reações alérgicas e/ou inflamatórias, levando a disfunção na absorção de nutrientes, os quais exercem papel fundamental na manutenção e desenvolvimento cerebral e imunológico dos pacientes.

A construção de um plano alimentar elaborado com base na avaliação clínico-funcional, deve ter a participação da nutricionista com pais e/ou cuidadores, afim de promover hábitos alimentares sauveis aos pacientes com espectro autista. Este deve garantir a oferta de macro e micronutrientes, bem como vitaminas e minerais essenciais ao excelente funcionamento do organismo. Sempre levando em consideração a individualidade bioquímica e clínica de cada sujeito. Não basta restringir determinados alimentos, é importante realizar as substituições dos mesmos, garantindo o desenvolvimento físico, mental e emocional deste paciente. A intervenção nutricional pode ajudar a reduzir os sintomas que trazem transtorno tanto ao para o paciente autista, como para seus familiares e cuidadores. A alimentação adequada é fator fundamental na melhora e progresso do paciente com espectro autista.

Nara Lehmkuhl – Nutricionista CRN 5534

Nutricionista Clínica e Oncologia – Hospital Albert Einstein

Mestranda Ciências da Saúde – Unisul

naranutri1@gmail.com  
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