Por definição, a equoterapia é o método terapêutico que utiliza o cavalo, seus movimentos tridimensionais e o ambiente em que está inserido como facilitadores na promoção e desenvolvimento das habilidades físicas, psicológicas e sociais de pessoas com diversas condições; dentre elas, o TEA.

A equoterapia tem início, muitas vezes, antes praticante chegar ao local da terapia visto que, através da avaliação inicial e do planejamento terapêutico, pode-se solicitar que ele traga o alimento a ser ofertado ao animal como estratégia de antecipação e assim, de maior interação entre os envolvidos na terapia. Normalmente, após a alimentação, a escovação e o uso de recursos de enfeites, combinados entre terapeuta e praticante, ocorre a montaria em si. Entretanto, nessa fase inicial, antes da montaria propriamente dita já se trabalham questões de socialização, comunicação, motricidade fina e grossa, esquema espacial e corporal, paciência, atenção; dentre outros, de maneira lúdica, prazerosa e despretensiosa.

Uma vez montado ao cavalo, no passo lento e cadenciado, todos esses benefícios se intensificam e somam-se ao treino motor, esquema corporal com equilíbrio estático e dinâmico, reforço vestibular, integração sensorial propriamente dita, reações de endireitamento, superação, motivação, regras de segurança e rotina de atividades. Os movimentos do cavalo são transmitidos a partir da pelve do praticante e constantemente há a necessidade de adaptar-se e readaptar-se ao movimento e às atividades motoras propostas pelo profissional mediante os objetivos, novamente de maneira prazerosa, lúdica, individual e positiva. Ao apear do animal há a possibilidade de leva-lo à sua baia e participar da rotina de cuidados com o mesmo inclusive do banho, ou mesmo conduzi-lo ao praticante seguinte. Todas as possibilidades de atividades propostas apresentam fundamentos nos objetivos a serem alcançados.

A terapia através de um animal de grande porte e, a sensação por parte do praticante de ser o protagonista, de poder comandar o cavalo, possibilita a ambivalência entre o medo e a coragem. Faz prevalecer à afetividade e a sensação de grandiosidade, o praticante sente-se motivado e tem elevada a sua autoestima e a autoconfiança. De maneira geral observam-se benefícios quanto: à redução das desorganizações e estereotipias, o melhor conhecimento das capacidades de seu corpo, à melhor representação do seu corpo na relação com o ambiente externo, à melhor comunicação e socialização, o processamento de informações sensoriais, à comunicação verbal e não verbal, às interações entre indivíduos em um grupo e o compartilhamento de emoções através de posturas, gestos e contemplação. A equoterapia proporciona uma melhoria na qualidade de vida e no maior entendimento de si próprio e de suas habilidades.

 

 

Thais Regina Frata Fernandes

Fisioterapeuta

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