A linguagem é fundamental para o indivíduo ser incluído em sociedade, porém nem todos se comunicam interagindo com o meio. No texto abaixo, escrito pela Fonoaudióloga Ana Maria Phillips, entenderemos o que é a comunicação alternativa. 

 
Comunicação Alternativa 

A linguagem assume um papel de fundamental importância para inclusão do individuo na sociedade. Porém nem todos possuem as competências de comunicação capazes para interação com o meio. Este é o caso de pessoas dentro do espectro autista, as quais podem apresentar distúrbios na comunicação que podem ser verbais e não verbais e que interferem na apropriação da linguagem. Visando quebrar as barreiras da comunicação e favorecer a troca entre o interlocutor e o ouvinte, a comunicação alternativa surge como uma ferramenta para favorecer a interação e ser apoio para oralidade, leitura e escrita. 

Segundo Von Tetzchner e Martinsen (2000) a comunicação alternativa é toda prática comunicativa que difere da fala e que é usada em contextos de comunicação frente a frente, substituindo-a. Ou seja, qualquer meio alternativo além da fala que favoreça a troca entre duas pessoas. Possibilita o engajamento das pessoas em situações de comunicação visando apoio para o desenvolvimento da oralidade quanto para escrita e assim facilitar a inclusão dessas pessoas na sociedade. Pode também ser usada como recursos, tais como símbolos, gestos, estratégias e técnicas que venham favorecer a comunicação entre os sujeitos.  

A comunicação alternativa apresenta-se como recurso que, quando utilizado com estratégias e técnicas  a oportunidade a pessoa com necessidades especiais de se tornar autônomo em suas situações de comunicação, proporcionando oportunidades de interação com o outro, evitando assim exclusão social e seu isolamento. Também pode auxiliar no processo de inclusão e aprendizado escolar, uma vez que o recurso visa efetiva integração do aluno em seu meio social. Na medida em que os sistemas de comunicação passam a fazer parte do cotidiano dos sujeitos com o intuito de trocas sociais eficientes, estes dispositivos tendema desenvolver sua cognição e linguagem, configurando-se recursos importantes na inserção do sujeito com déficits cognitivos e comunicativos na escola e sociedade. Tais sistemas de comunicação podem ser desenvolvidos com alta ou baixa tecnologia. No caso de baixa tecnologia o uso de figuras, cartões, cartolina, velcro, pastas com divisória, quadros de imã e tudo que você conseguir criar com a imaginação. Já a alta tecnologia corresponde aos aplicativos e softwares desenvolvidos para a construção de pranchas de comunicação. A escolha para o tipo de comunicação vai depender da avaliação do sujeito, avaliar como está à compreensão e expressão e em que estágio de linguagem a pessoa se encontra.

É necessário estimular compreensão dos símbolos escolhidos de acordo com o cognitivo, escolher melhor forma de apresentar e quais símbolos ou meios alternativos a pessoa com TEA ou outra pessoa que necessite se interessa mais, sempre visando estar relacionados o interesse, objetivos e os benefícios que o recurso irá trazer para ela.

 

REFERÊNCIAS: VON TETZCHNER,S.; MARTISEN, H. Introdução a Comunicação Aumentativa e Alternativa. Portugal: Porto, 2000.