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Arquivos por mêssetembro 2019

Notícia!!!!

https://www.gaspar.sc.gov.br/noticias/index/ver/codNoticia/577376/codMapaItem/20033

 

O Dia Nacional dos Surdos por Adriana Prado Santana Santas

Dia Nacional dos Surdos é comemorado anualmente em 26 de setembro.
O principal objetivo desta data é desenvolver a reflexão sobre os direitos e inclusão das pessoas com deficiência auditiva na sociedade.
Esta data foi oficializada através do decreto de lei nº 11.796, de 29 de outubro de 2008.
A data lembra as lutas e conquistas da comunidade surda incluindo ouvintes que participam ativamente no meio surdo.
A escolha do 26 de setembro é uma homenagem à criação da primeira Escola de Surdos do Brasil, em 1857, na cidade do Rio de Janeiro, que atualmente é conhecida como INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos).
Uma das principais conquistas dos surdos ao longos dos anos foi o reconhecimento nacional da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), através da lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002 e do Decreto nº 5.626/2005.
A luta das pessoas com surdez também é relembrada todos os anos em 30 de setembro, quando se celebra o Dia Internacional do Surdo.
O mês de celebração do Dia dos Surdos é conhecido como “Setembro Azul”, sendo esta cor um sinal de representação para a comunidade surda.
Segundo estudos isso se dá porque na época do nazismo as pessoas com deficiência eram identificadas com uma fita azul turquesa no braço, por isso a escolha da cor azul.
Os surdos tem buscado seu espaço na sociedade, são muitos os lugares em que estão inseridos, assim nós ouvintes precisamos estar atentos na comunicação com eles. O cursos de Libras tem oportunizado essa interação.
Na cidade de Pomerode tem oferecido cursos regularmente para comunidade em geral. Ano passado a prefeitura sediou um curso de libras básico oferecido pela professora Adriana Prado que é especialista na área para profissionais da rede educacional, e se estuda a possibilidade de oferecer para profissionais na área saúde.
Fica o incentivo para respeitarmos essa cultura tão peculiar, pois Língua Brasileira de \sinais ou libras ou Língua de Sinais Brasileira – LSB, é reconhecida cientificamente como língua oficial da comunidade surda, porém qualquer pessoa interessada poderá aprender.
Adriana Prado Santana Santas
Supervisão de Disciplina da Uniasselvi
Intérprete de Libras

Formação continuada inclusiva

Formação continuada inclusiva

Embora a Constituição Federal (BRASIL, 1998) assegure igualdade para todos os cidadãos, e diversas outras leis[1] versem sobre a proteção dos direitos inclusivos, muitas escolas ainda utilizam o método da Integração do aluno atípico em sala de aula como forma de inclusão escolar.

Dentro ou fora de classe, há necessidade de agentes educacionais que promovam a inclusão por meio de ações imediatas de socialização, mediação e suporte adaptado, promovendo acolhimento e auxiliando o desenvolvimento de todos, pois, as diferenças devem ser trabalhadas com todos os alunos independente de terem (ou não) um laudo. Esse laudo resguarda os diretos, mas a inclusão serve para todos os alunos, sejam diferenças de comportamentos, opiniões e até necessidades especiais. Dessa forma, negar o direito de um aluno frequentar a escola seria negar o direito dele de viver em sociedade com os mesmos direitos de todos de ir e vir com segurança e qualidade de vida.

Cabe salientar que a inclusão traz benefícios não somente aos alunos atípicos, por terem seus direitos salvaguardados, pela interação sociocultural, pelo aprendizado e pela valorização de suas potencialidades, mas também para todos: a) aos alunos neurotípicos, por aprenderem a lidar com o diferente, a desenvolverem novas maneiras de interagir com quem não fala, não ouve ou não enxerga, por exemplo. Essa necessidade de adaptação na socialização será extremamente importante no futuro das crianças neurotípicas. Se bem orientadas, elas se tornarão adultos mais bem preparados para enfrentar os mais diversos tipos de ambiente profissional, acadêmico e até familiar — e poderão colher os benefícios disso; b) à escola, que se capacita para lidar com todos os alunos; c) ao professor, por exercer seu papel de mediador educacional e de socializador de todos os alunos, e não de alguns; ou seja, um agente de transformação social.

Todavia, para isso ocorrer, o docente tem que ter opções de cursos, palestras, entre outros para ele rever e/ou aprender e/ou reciclar seus conhecimentos. Nesse sentido, a formação continuada é o lócus privilegiado da construção dos saberes profissionais da docência, no qual o agente educacional confronta a teoria com os desafios da prática, além de ter informações atuais e pertinentes sobre o TEA para transformar seu cotidiano docente mais inclusivo.


[1]Lei nº 9.394/1996 – Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN); Lei nº 8.069/90 – Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) toda criança tem o direito ao acesso à escola); Lei nº 12.764/2012 – Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e Lei nº 13.146/2015 – Inclusão da Pessoa com Deficiência/ Estatuto da pessoa com Deficiência.

SETEMBRO BRANCO DA INCLUSÃO: DIÁLOGOS E PERSONAGENS DA VIDA REAL

SETEMBRO BRANCO DA INCLUSÃO: DIÁLOGOS E PERSONAGENS DA VIDA REAL
Estávamos na cantina conversando após uma aula sobre histocompatibilidade e fagocitose…
Eu: “João, estava conversando com a sua mãe (Adriana) sobre escrevermos um texto para o Setembro branco da inclusão. Pensamos em falar sobre a inclusão no ensino superior.”
Ele: “Mas quem pode falar sobre isso sou eu!”
Concordei e sugeri:
Eu: “Vou te entrevistar, o que você acha?”
Ele: “Olha que sou sempre sincero… (sei disso e adoro!).
Eu: “Então, vamos lá”:
– O que você acha importante falarmos primeiro?
João: “Sobre os professores. Acho que faltam informações aos professores que vão trabalhar com o aluno autista. Muitos querem ajudar, buscam informações por conta própria, mas ainda não é suficiente. O autista tem ‘graus’ e o professor não pode padronizar. Outros autistas virão e serão diferentes”
-E o que você acha das provas?
João: “As provas são um detalhe que incomoda: todas deveriam ser adaptadas. Preferia que não tivessem questões discursivas, que as respostas fossem em tópicos, mais objetivas e sem ‘pegadinhas’. O autista usa a lógica para responder e leva para um sentido literal.”
-Vamos falar sobre os colegas da faculdade?
João: “Os alunos poderiam interagirem mais. São poucos que vem conversar, mas isso não me perturba, pois já acontecia na escola. E ainda falando sobre a escola eu queria dizer que as escolas especiais isolam. Não tenho nada contra elas, mas elas excluem mais do que incluem. Os alunos em escolas regulares se desenvolvem mais.”
-Qual o seu método para estudar e dar conta de tantos conteúdos?
João: “Eu leio, decoro, mas entendo o que eu decoro. Consigo explicar. Depois de ler faço pesquisa. Por exemplo: vou ver o que tem o hipotálamo a ver com o que o professor falou”.
-Vamos falar sobre inclusão?
João: “Um dos meus sonhos é ver a inclusão acontecer de fato, sentir que tem amor de verdade entre alunos e alunos, e entre professores e alunos. Será que tem respeito mesmo entre todos?”
A maioria dos professores gostam de escrever, mas terminar este texto está difícil.
Fico refletindo que cada resposta do João daria uma tese de mestrado em várias áreas do conhecimento, mas como ele mesmo diz: “Pensa, repensa e segue o seu coração”.
E lembrei-me do dia em que você me explicou (fundamentando teoricamente, inclusive) que “sem amor eu nada seria”.
João, você que é o meu professor!
Mara Flatau
Intérprete educacional da UNIASSELVI e do aluno João Vitor Ferreira

Formação continuada: inclusão é informação!

Formação continuada: inclusão é informação!

 

A escola não é uma instituição pronta, acabada e inflexível, mas uma estrutura que acompanha o ritmo individual de aprendizagem de cada aluno, fator que deveria ser levado em consideração quando abordada na perspectiva da educação escolar inclusiva. O autismo tem um espectro muito amplo, os sintomas variam de pessoa para pessoa, com diferentes graus de comprometimento. Ou seja, as pessoas são diferentes e agem de maneiras diferentes, sejam elas autistas ou não, e o que todos eles terão em comum é o comprometimento comportamental na interação social e na comunicação. Posto isso, deve-se respeitar o autista em sua individualidade: um sujeito sociocultural, criador e protagonista de sua própria história, isto é, o autista por aquilo que ele é, e não por aquilo que será.

Ademais, ele, além do direito à matrícula e ao professor de apoio, também tem o direito de possuir materiais adaptados e avaliações diferenciadas com a utilização de uma linguagem mais objetiva e com imagens, para ser avaliado conforme seus avanços, seu desenvolvimento pessoal e não por critérios comparativos.

Dessa forma, as informações e os conhecimentos adquiridos pelo professor na formação continuada ajuda diretamente sua prática docente, porque muitas vezes antecipam, de alguma forma, a exposição de situações que poderá encontrar ou já encontrou na escola. Ou seja, a articulação da teoria-prática visto que, na formação continuada, é a construção da prática-reflexiva, pois se leva em consideração a realidade que o docente está inserido, assumindo a reflexão na ação que permite a associação teoria-prática.

Tomada em seu conjunto, a reflexão proposta da importância da formação continuada contribui para o progresso da formação e do trabalho docente devido ao suporte que oferece ao desenvolvimento profissional, além de promover um crescimento pessoal e institucional, colaborando com possíveis mudanças na prática.

Vale assinalar, ainda, que o principal papel da escola é a socialização. Nela, a criança/adolescente passa por diversas situações nas quais pode antecipar como será sua vivência extramuros. Afinal, quanto mais diversidade encontrar na escola: seja convivendo com adultos diferentes de seu meio familiar; ou relacionando-se com pares distintos, maior será sua preparação para a vida fora da escola. Por fim, também é válido considerar que os educadores são os agentes mobilizadores e, juntamente com seus alunos, são agentes de transformação social; é na escola que realmente pode-se fazer a diferença. Escola é lugar para todos, e não para alguns!

Lilian Maria Rieg da Silva – psicopedagoga e professora de apoio

Minha experiência como professora de apoio de Victor, 16 anos de idade, autista não verbal, aluno do 2º ano ensino médio e com grandes desafios no dia a dia.
No início do ano letivo, primeiros dias de aula, Victor  observava tudo  e sempre me olhava com semblante sério e desconfiado.
Com o passar dos dias, consegui conquistar a confiança de Victor e assim iniciou uma parceria de respeito que perdurou durante todo ano letivo.
Conhecer o aluno, reconhecer suas expressões para atender suas vontades, afinal, nem sempre estamos a fim de algo, respeitar o momento do aluno é fundamental.
Sabemos que a adolescência é um momento de grandes transformações, hormônios, mudanças no corpo, mudança de comportamento e de atitudes.
Muitas vezes me coloquei no lugar do Victor para tentar entender e compreender o momento dele:
“O que faremos hoje? Quais são seus interesses, o quanto você está motivado para realizar as atividades propostas pelos professores regentes? ”
A autonomia dada ao Victor, fez com que ele demonstrasse seus interesses sem medo de ser repudiado.
Vê-lo chegando ao colégio todas as manhãs feliz, querendo aprender mais e mais me motivava a explorar um mundo possibilidades para enriquecer sua aprendizagem. Estabelecemos um vínculo que trouxe inúmeros avanços que Victor levará em sua vida.
Foi um ano de superação e de grandes conquistas.
Sou grata pelos momentos e pelos ensinamentos que tivemos.
Lilian Maria Rieg da Silva.
Psicopedagoga e professora de apoio.

Vamos Falar sobre Inclusão!!!! Texto Tatila Cilene L. de Oliveira

Vamos falar de inclusão!

O tempo todo precisamos falar de inclusão, pois caso contrário o público
da educação especial corre o risco de ser esquecido. Por isso precisamos fazer
inclusão todos os dias e não somente pensar nas datas comemorativas, mas
sim a inclusão na sua essência, na prática cotidiana. Incluir é mais do que
lembrar, aceitar, classificar, é ACREDITAR!
Somos uma sociedade excludente, de raça, cor, etnia, gênero e da
pessoa com deficiência, todos os espaços que hoje acolhem a diversidade
humana, passaram por lutas constantes para garantir um lugar numa
sociedade padronizada.
Ser lembrado, demanda muita luta, portanto, datas como essa são
espaços de discutir para pensarmos numa sociedade mais inclusiva, seja no
âmbito educacional ou social.
Por isso, mês da inclusão é muito mais do que uma data comemorativa,
é um momento de repensarmos se nossas ações são inclusivas, se de fato
estamos incluindo e avançar sempre, em busca de uma sociedade mais
equitativa.
A busca pela equidade de direitos, está pautada na justiça, ou seja
consiste nas adaptações em casos específicos, para tornar qualquer situação o
mais justo possível.
Para incluir, se faz necessário flexibilizar, adaptar, adequar, para garantir
o acesso e permanência em qualquer ambiente com qualidade e igualdade de
direitos constitucionais.
Agora, se você acha que incluir é simplesmente aceitar ou estar no
mesmo espaço, então é hora de repensar sobre suas concepções e práticas
que provavelmente foram baseadas num conceito histórico que ter uma
“deficiência” é sinônimo de incapacidade.
Lembre-se, o primeiro passo para qualquer mudança é acreditar, só
você pode fazer a transformação para uma sociedade mais inclusiva.