• contato@autismos.com.br

Arquivos por mêsjulho 2019

Autismo e o ensino superior: quebrando paradigmas, vencendo barreiras. 

Sonho com o momento onde seremos todos tratados de forma especial, não por termos algum comportamento que não segue padrões predeterminados como certos ou adequados (?), mas porque somos todos, verdadeiramente e igualmente especiais e únicos.
Tenho o hábito de interpretar e adequar as palavras, por exemplo: desafio, troco por oportunidade; dificuldade, troco por aprendizado e crescimento.
Digo isso porque, ao nos prepararmos para trabalhar com alunos autistas, durante a nossa formação, adquirimos conhecimentos teóricos, filosóficos e legais que nos dão direcionamentos e metodologias fundamentais, mas é no cotidiano, na prática do trabalho docente que “aprendemos” verdadeiramente. Aprendemos que a compreensão e o respeito, por exemplo, do termo inclusão, ainda precisa avançar bastante, ser compreendida e assegurada com amplitude e quando mencionamos aqui em especial o aluno autista, entendemos que a metodologia é a das possibilidades e da descoberta. Sim, porque as possibilidades tanto de ensino como de aprendizado do aluno autista são imensas, exatamente como as de qualquer outro aluno, pois o fato de ver e entender o mundo sob outra ótica amplia as possibilidades do trabalho docente. É, na verdade, bastante simples: basta pensar na maneira como você aprende que, provavelmente não é a mesma forma que o seu irmão, o seu amigo aprende e isto porque somos todos diferentes. Difícil entender? Nem tanto, para isso precisa ter sim conhecimento teórico para descobrir caminhos, estabelecer metas, além de uma dose de persistência, boa vontade, mas acima de tudo, muito amor para superar dificuldades que todos nós temos, independente de nossas condições.
O mundo autista é maravilhoso, descomplicado, direto, é único e justamente por isso, por esse “descomplicamento”, que a atuação do professor de apoio torna-se importante, por ser um mediador, uma ponte que liga uma mente brilhante aos processos da educação colaborativa no âmbito da instituição e fundamental para a promoção do sucesso educacional do aluno.
Na nossa Instituição, o professor de apoio, recebe a nomenclatura de “Professor Intérprete” e aí a minha leitura para “intérprete” vai muito, mas muito além: intérprete de olhares, de sentimentos, de emoções, de aprendizados e aprendizagens, de trocas. Impossível nesta caminhada, deixar de mencionar Carl Jung quando ele diz que “Ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”
@João Vitor Ferreira: rumo à formatura e ao sucesso! Amo !
Mara Flatau
Pedagoga e intérprete educacional da Uniasselvi do acadêmico autista João Vitor Silva Ferreira.

Depoimento de Jonas Serafim policial aposentado, e Elaine Amaral da Silva microempresária, pais de Paulo Henrique Amaral da Silva 25 anos

Depoimento de Jonas Serafim policial aposentado, e Elaine Amaral da Silva microempresária, pais de Paulo Henrique Amaral da Silva 25 anos, portador de paralisia cerebral e atleta de Judô.
Essa é a história do Paulinho, Paulo Henrique Amaral da Silva.
Ele é nosso primeiro e único filho. Foi uma gravidez difícil, sendo que aos quatro meses de gestação já estava apresentando um quadro sério de contrações, o que me fez afastar do trabalho e ficar em repouso absoluto, e usando medicações para segurar o bebê. No dia 01o. de janeiro, estávamos na casa da minha mãe e  comecei a sentir tipo uns beliscões na barriga, e minha mãe sugeriu que eu fosse ao hospital ver o que estava acontecendo. Chegando lá a médica que me atendeu pediu exame para ver como estava. Então, nos assustou bastante, dizendo que o bebê estava nascendo. Mas que era muito cedo e que estava sentado. Foi feito uma cesária de emergência e Paulinho nasceu!
Ficou na UTI neonatal e dali para frente começou uma luta diária, pois ele nasceu com seis meses, não tinha seus pulmões formados e precisava de um respirador artificial.  Devido a esse diagnóstico teve três paradas respiratórias, uma logo que nasceu e mais duas depois, o que ocasionou a falta de oxigenação no cérebro que afetou todo o lado esquerdo do corpo.
Teve paralisia cerebral. Ficou 45 dias internado na UTI após seu nascimento e nenhum médico nos davam esperanças devido ao quadro grave que se apresentava.
Para nós, pais de primeira viagem, foi duro. Mas não perdemos as esperanças e até que ele venceu e teve alta.
Fez fisioterapia desde um aninho, natação, teve atendimento na AACD durante 3 anos e meio, e também fez equoterapia para melhorar a coordenação motora.
E nós sempre atrás de meios para que ele pudesse ter uma qualidade de vida melhor.
Para nós foi muito difícil, sofrido, uma luta desde que ele nasceu, pois os médicos diziam que ele seria uma criança vegetativa e que teríamos que nos acostumarmos com isso.
Contrariando as previsões, ele caminhou com seis aninhos, depois de muitas cirurgias. Foi um guerreiro!
Mas para nós foi muito sofrido, pois só quem passa por uma situação dessa sabe o que é conviver com as diferenças, pois elas existem.
A adolescência dele foi difícil, conturbada com muitos conflitos, falta de aceitação e sofrendo com o preconceito. Nós sofremos duas vezes, porque não queremos que nossos filhos sofram.
Porém seguimos em frente lutando a cada dia, e posso dizer que Paulinho é um vencedor. É inteligente, estudou em colégio normal, se formou no ensino médio, entrou na faculdade. Entende tudo de computação sem nunca ter feito curso profissionalizante. Trabalhou na Unisinos na área de informática.
É um ótimo filho! É nosso orgulho!
É um menino de ouro, amável, sem vícios, muito esforçado e corre atrás de seus sonhos e objetivos.
Só temos a agradecer a Deus por esse filho maravilhoso que nos deu.
É nosso orgulho, é tudo para nós. Paulinho nos traz muitas alegrias. É inteligente, determinado e muito amoroso com a família.
E como já foi falado, ele cada vez nos surpreende.
A mais ou menos 5 anos, ele através de uma amiga, procurou o Judô como forma de melhorar o equilíbrio e já que precisa fisioterapia constante. E foi através do judô que ele começou um novo desafio, pois não ficaria só no treinamento, ele queria ir além, queria competir.
Começaram as competições internas da GABA, academia que participa. E através das amizades que fez conheceu os atletas olímpicos da seleção brasileira de judô. Realizando assim mais um sonho.
Certo dia eu fui levá-lo na SOGIPA para participar de um treino com os ídolos dele e conheci o Professor Moacir e falei com ele da disposição do Paulinho e seus sonhos. O Moacir me passou o contato do Professor Ricardo Lúcio (do Judô Para Todos) que nos apresentou o projeto.
Paulinho começou a participar de competições nacionais e, para alegria dele e nossa, trouxe muitas medalhas. Em abril de 2018 foi a grande vitória, foi campeão na sua categoria no Mundial de Judô Para Todos, na Holanda.
Agora como campeão mundial não para por aí. Quer sempre participar de todas as competições e trazer para nosso estado a modalidade e alcançar o seu maior sonho: chegar a faixa preta e poderajudar outras crianças com dificuldades.
Esse é o nosso ídolo: Paulinho, campeão mundial de Judô.

Dia do Amigo com Dra Juliana Uggioni Graça

Amizade além da “falagem”

Como muitos já sabem, sou tia postiça que adora uma “falagem”…
E por isso fui convidada a escrever sobre essa aprendizagem.

Com Be, conheci um novo mundo…
Com Victor, descobri como pode ser profundo.

Com Be, redefini novas funções aos objetos…
Com Victor, percebi a importância de ser seleto.

Be me cheira com se eu fosse Jasmim…
E Victor fez um poema para mim.

Uma pessoa como eu que fala sem parar …
Be e Victor conectam-me pelo olhar.

Se são anjos azuis ou em evolução, isso não sei não…
O que sei é que tenho tanto amor que não cabe no meu coração.

Ah, mas me esqueci de apresentá-los no retrospecto…
Be e Victor são adolescentes lindos que20 surfam dentro do espectro.

Juliana Uggioni

Benefícios da Atividade Física para Pessoas com Autismo

Benefícios da Atividade Física para Pessoas com Autismo

 

A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que crianças e adolescentes de 5 a 17 anos pratiquem pelo menos uma hora de atividade física moderada a intensa por dia, para crianças autistas, seguir a recomendação da OMS é um pouco mais complicado.

Algumas características típicas do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), como pouca habilidade motora, dificuldades de interação social, repetição e outras, podem desencorajar os pais a colocarem os filhos em aulas de esportes.

Sabemos que exercício físico auxilia na plasticidade neural e aumenta os níveis de IGF (um dos hormônios responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento dos tecidos), proporcionando também um aumento da capacidade cognitiva, memória, raciocínio e foco.

Os benefícios do esporte e da atividade física não se limitam, simplesmente, ao bem-estar da pessoa, eles permitem o progresso do autista em vários aspectos relacionados às suas deficiências, tais como: no rendimento físico, no melhor conhecimento das capacidades de seu corpo, na melhor representação do seu corpo na relação com o ambiente externo, na melhor comunicação e socialização com os companheiros de equipe e adversários através dos jogos coletivos. (MASSION, 2006).

Por meio de programas de exercícios é possível observar um melhor desempenho social e redução de episódios de agressão, bem como, comportamentos estereotipados. Isso porque o exercício estimula o desenvolvimento de novas células cerebrais dentro do hipocampo – uma parte do cérebro que influencia a empatia, controle de impulsos e atenção.

Dentro de um contexto específico das deficiências intelectuais, estudos de Therme (1992) e Eberhard (1998), indicam que os benefícios do esporte e da atividade física podem ser divididos em quatro níveis:

➢ Melhoria do condicionamento físico geral e, especificamente, em termos de uma maior capacidade cardiovascular este é um aspecto especialmente relevante para os adultos sedentários com deficiências, cuja inatividade pode levar a uma deterioração da sua condição, a atividade física intensa, por outro lado, pode reduzir a ocorrência de estereotipias que interferem na adaptação do indivíduo no seu meio de convivência;

➢ Aprendizagem sensório-motora e de funções cognitivas que devido às deficiências não atingem um nível satisfatório. Como por exemplo, no conhecimento e entendimento das propriedades biomecânicas do corpo (peso e inércia dos membros), no processamento de informações sensoriais, tanto proprioceptivas quanto exteroceptivas, na construção da imagem corporal, do espaço exterior e de suas interações, no desenvolvimento de padrões de ação direcionados a um propósito externo de natureza espacial (ex.: segurar um objeto), organizar partes de sequências, automatizar ações, o que significa executar um movimento sem utilizar a atenção consciente e o controle sensorial da ação a cada momento;

➢ Socialização no que se refere à comunicação verbal e não verbal, interações entre indivíduos em um grupo e o compartilhamento de emoções através de posturas, gestos e contemplação;

➢ Natureza hedônica que acompanha a prática esportiva e que proporciona uma melhoria na qualidade de vida e no maior entendimento de si próprio e de suas habilidades.

Christopher Rodrigues

Professor de Educação Física e Esportes na APAE de Ribeirão Preto, Professor de Educação Física e Judô na Escola de Educação Infantil Sonho Azul e Professor de Judô na Academia City Vida.

Depoimento do professor de judô Christopher Rodrigues de seu atleta Danilo Santana 32 anos, portador de paralisia cerebral.

Judô Para Todos: Um ippon no preconceito

Atleta de judô para todos, Danilo Santana Pacheco, de 32 anos de idade, natural de Maraca na Bahia, foi diagnosticado com paralisia cerebral e deficiência intelectual devido a uma anoxia e parada cardiorrespiratória durante o parto, foi dado como morto pela equipe médica, pois nasceu às 8h e foi apresentar sinal de vida somente às 14h. Os médicos comunicaram a família que ele ficaria com sequelas permanentes.

Ele foi crescendo a família foi notando uma grande dificuldade motora; andou somente com cinco anos de idadeapresentava grandes dificuldades na fala.

Foi nesta época que a família se mudou para Ribeirão Preto, quando tinha 10 anos de idade. Em busca de melhores condições e oportunidades, foi matriculado na rede pública de ensino, mas não conseguiu se adaptar a rotina de uma escola e por ter grandes dificuldades de aprendizagem.

A família procurou ajuda na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e ele passou a frequentar a instituições e começou a realizar os atendimentos de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia e atendimento educacional especializado.

Danilo luta contra os desafios diários deste o seu nascimento, habilidades básicas como: andar, saltar, se vestir e cuidar de si mesmo sempre foram seus desafios. Era uma pessoa agressiva que não conseguia controlar seus impulsos e frustrações, e acabava descontando em seus familiares e amigos. Mesmo com essas dificuldades começou a trabalhar na loja Centauro, e já está a 16 anos; ele sempre buscou mostrar que independente da deficiência todos temos direitos e sonhos, mas em muitas vezes, foi chamado de “coitadinho”, “doente” e sentiu a discriminação da sociedade.

Neste momento ele conheceu o programa esportivo da APAE e iniciou nas modalidades Judô e Atletismo. Foi avaliado por um grupo de profissionais para verificar as suas habilidades sociais e a parte clínica, iniciou as atividades no ano de 2015. Os profissionais levantaram questões importantes a serem desenvolvidas como: frustração, agressividade, ansiedade, confiança e melhor qualidade de vida. 

Danilo não esperava que isto mudaria a sua vida e de sua família, treinando três vezes por semana foi descobrindo a importância do respeito, do comprometimento e da educação, ensinamentos que leva para sua vida em qualquer lugar que frequenta.

Ele começou a participar das competições do Judô Para Todos no ano de 2016, tendo os objetivos:

• Promover oportunidades e apoiar as pessoas com deficiências para que elas possam ter o direito à prática esportiva.
• Mostrar envolvimento da pessoa com deficiência no esporte, aumenta a autoestima, encoraja a independência e melhora a qualidade de vida. 
• Informar para a sociedade o exemplo e potencial desses judocas, promovendo inspiração, consciência e determinação. 
• Identificar e catalogar os judocas e professores para compor um banco de dados buscando difundir a modalidade nacionalmente. 
• Ter um grande e significante impacto em cada judoca, seus familiares e todos os profissionais envolvidos.

Danilo participou de grandes eventos no estado de São Paulo e não contava que iria conseguir realizar dois sonhos ao mesmo tempo: representar seu país e viajar de avião. Devido aos seus resultados foi convidado para a Seleção Brasileira de Judô Para Todos a representar o Brasil no “ Le Giornate Dello Sport Come Integrazione” em Ranenana Itália no ano de 2017. Ele superou suas dificuldades e conquistou a medalha de bronze contra atletas da Irlanda, Alemanha, Espanha e Holanda, inédita para sua carreira, cidade e instituição. Mas ele ainda não imaginava os impactos que trariam para sua vida esta grande conquista. Quando retornou a instituição foi recebido como herói e exemplo. Foi homenageado pela Câmara Municipal da cidade, deu entrevistas, foi a programas. Ele sempre buscou mostrar que os esportes são para todos e  precisam  de uma oportunidade.

Hoje participa de palestras em escolas, faculdades, instituições cujo tema é a transformação do esporte na sua vida e a vitória contra o preconceito sendo um exemplo a ser seguido.

FÉRIAS CHEGANDO E AÍ…

FÉRIAS CHEGANDO E AÍ…

Gizela Leite

Terapeuta Ocupacional

E as férias vem chegando, uma mudança na rotina de todas as famílias. As mães na desesperam o que fazer com os filhos em casa, já que as atividades escolares foram suspensas.

Então vamos pensar em algumas atividades lúdicas para este período onde toda a família pode brincar e de quebra estimular a interação social, coordenação motora, os sistemas sensoriais e muito mais. A brincadeira em família reforça os laços sociais e os vínculos, quando brincamos estamos simulando algumas situações que no futuro já saberemos resolver.

A brincadeira é o exercício físico mais completo de todos e é através dela que agregamos valores e virtudes à nossa vida. A falta de valorização do brincar contribuiu para a realidade que vivemos hoje: as brincadeiras estão entrando em extinção. Brincar, porém, é um momento “sagrado”.

É através das brincadeiras que as crianças e os adultos ampliam os conhecimentos sobre si, sobre o mundo e sobre tudo que está ao seu redor.

Nestas atividades eles manipulam e exploram os objetos, comunicam-se, desenvolvem suas múltiplas linguagens, organizam seus pensamentos, descobrem regras, tomam decisões, compreendem limites e desenvolvem a socialização e a integração com o grupo. E todo esse aprendizado prepara as crianças para o futuro, onde terão de enfrentar desafios semelhantes àqueles vistos nas brincadeiras.

Então, vamos as dicas para a brincadeira acontecer de uma maneira bem divertida e quem sabe não entre na rotina dos finais de semana.

1. Gelatina divertida: cubos de gelatina colorida e cartolina. Ofereça cubos de gelatina firmes para que a criança “pinte” seu desenho na cartolina. Deixe que a criança explore e experimente os cubos de gelatina antes de utilizá-los para pintar.

Nesta atividade trabalhamos o sistema tátil (consistência e temperatura) visual (cor e forma), discriminação tátil e visual, coordenação motora fina, coordenação visumotora, percepção visual e espacial.

2. Espuma no espelho: espelho, espuma de barbear. Apresente a espuma de barbear para a criança experimentar em sua mão. Ofereça o espelho para limpar a mão. Dê a ideia de passar mais espuma no espelho até impedir a visão da própria. Brinque de esconder sua imagem com a espuma de barbear e achar sua imagem tirando a espuma de barbear.

Trabalhamos sistemas tátil, visual. Discriminação visual, planejamento e organização do comportamento, esquema corporal, integração bilateral, memória, percepção visual, espacial, comunicação e interação.

3. Fazendo milkshake: mixer, água, suco em pó e copos de diferentes tamanhos. Incentivando a autonomia nas atividade de vida diária, as atividades na cozinha são bem interessantes. Neste caso oferecemos a oportunidade de utilizar objetos que vibrem mixer e consistência e textura diversa. Por exemplo ,fazer suco, fazer bolo ou gelatina.

misturando os ingredientes no mixer.

Trabalhamos os sistemas proprioceptivo e tátil, planejamento e organização de comportamento, reações posturais, força, motricidade fina, jogo simbólico.

4. Corrida de bolinas: canudos, bolinhas de papel e fita de dupla face. Faça uma pista de corrida com a dupla face no chão ou na mesa. Proponha uma corrida de bolinha de papel que vocês mesmos vão fazer, com as seguintes regras: não tocar nas bolinha, somente as conduzir assoprando-as, não deixar as bolinhas grudem na fita dupla face. Ganha quem chegar primeiro no final da pista.

Nesta atividade trabalhamos os sistemas tátil, proprioceptivo, discriminação tátil, visual e proprioceptiva, planejamento e organização do comportamento. A motricidade oral, coordenação visumotora e percepção espacial.

6. Bobinho: É uma brincadeira de bola. Os jogadores vão jogando a bola um para o outro, e o objetivo do bobinho é roubar a bola. Se conseguir, quem chutou a bola pela última vez será o novo bobinho. Pode ser brincado com os pés ou com as mãos.

Interação social, planejamento motor nação espacial.

7. Bolinha de gude: Bolinhas coloridas e feitas de vidro, são jogadas num círculo feito no chão de terra pelos meninos. O objetivo é bater na bolinha do adversário e tirá-la de dentro do círculo para ganhar pontos ou a própria bola do colega.

8. Bolinhas de sabão: É muito fácil fazer a alegria da criançada comprada os kits de bolha de sabão. Mas aqui via uma dica para se fazer essa brincadeira de forma bem tradicional. Adquire-se um talo de mamoeiro e corta-se tirando a folha e a parte mais grossa. Faz-se em um copo espuma de sabão, mergulha-se o canudo e me seguida sopra-se bem de leve fazendo-se as bolas que serão soltas no ar.

9. Carneirinho / Carneirão: Brincadeira de roda, onde as crianças cantam em ciranda

10. Carneirinho, carneirão, neirão, neirão, Olhai pro chão, pro chão, pro chão. (Toda a roda obedecendo olha para o céu e para o chão) Manda ao rei de Portugal Para nós nos sentarmos. (Todos se levantam, e, sempre de mãos dadas, girando cantam o estribilho)

Para nós nos ajoelharmos (Todos ajoelham e ajoelhados cantam o estribilho) ou Para nós nos deitarmos (Todos se deitam e deitados, bem espichados de costas no chão, com os pés para o centro da roda, cantam

o estribilho). Para nós nos levantarmos (Na palavra levantarmos, do último verso, duas crianças, levantam-se, e, com ambos os braços bem estendidos, dão as mãos aos que estão deitados e vão se erguendo, um a um. Os que, ao serem erguidos, se conservam, são valentes; os que se dobram, são os mais fracos. A este a vaia dos valentes, e nessa, a conclusão do brinquedo)

10. Adoleta: Várias pessoas formam uma roda. Juntam-se as mãos e vão batendo na mão de cada membro conforme vai passando a música. Bate na mão de sílaba em sílaba, fala uma sílaba e bate na mão do companheiro do lado, fala outra sílaba e o companheiro bate na mão da outra pessoa. Assim por diante. A música vai terminar no “eu”. Quando terminar, a pessoa que recebeu o tapa na mão por último terá que pisar no pé de alguém (cada pessoa do jogo só poderá dar um passo na hora que terminar a música). Se ela conseguir, a pessoa em quem ela pisou é eliminada. Se não conseguir, sai. A música é assim:

Adoleta le peti petecolá, les café com chocolá. Adoleta Puxa o rabo do tatu, quem saiu foi tu, puxa o rabo da panela, quem saiu foi ela, puxa o rabo do pneu, quem saiu fui eu

11. Amarelinha: Essa brincadeira tão tradicional entre as crianças brasileiras também é chamada de maré, sapata, avião, academia, macaca etc. A amarelinha tradicional é desenhada no chão com giz e tem o formato de uma cruz, com um semicírculo em uma das pontas, onde está a palavra céu, lua ou cabeça. Depois vem a casa do inferno (ou pescoço) e a área de descanso, chamada de braços (ou asas), onde é permitido equilibrar-se sobre os dois pés. Por último, a área do corpo (ou quadro)

12. Cinco Marias: Também chamada de Três Marias, jogo do osso, onente, bato, arriós, telhos, chocos, nécara etc. O jogo, de origem pré-histórica, pode ser praticado de diversas maneiras. Uma delas é lançar uma pedra para o alto e, antes que ela caia no chão, pegar outra peça. Depois tentar pegar duas, três, ou mais, ficando com todas as peças na mão. Na antiguidade, os reis praticavam com pepitas de ouro, pedras preciosas, marfim ou âmbar. No Brasil, costuma ser jogado com pedrinhas, sementes ou caroços de frutas, ossos ou saquinhos de pano cheios de areia.

13. Dança da cadeira: Colocam-se cadeiras em círculo, cada participante senta-se, sendo que uma criança é destacada para dirigir o jogo, este deve estar vendado. O dirigente da brincadeira grita: já! Todos levantam e andam em roda das cadeiras. O dirigente retira uma

cadeira. À voz de já!, todos procuram sentar. Quem ficar sem lugar comandará a nova volta. Assim, as cadeiras vão sendo retiradas e o grupo vai diminuindo. Será o vencedor aquele que conseguir sentar na cadeira no último comando. Variante: As cadeiras são dispostas em duas fileiras (de costas uma para a outra). As crianças sentam nas cadeiras e uma fica responsável por ligar e desligar o rádio e também por retirar as cadeiras. Quando o rádio for ligado às crianças circulam pelas cadeiras quando o rádio é desligado as crianças sentam. A cada parada vai sendo retirada uma cadeira. Quem fica sem cadeira cai fora, é considerado vencedor o participante que conseguir sentar 4.Escravos de Jó: Cantiga aparecendo sob a forma de jogo ou passeio (ver esta última modalidade na categoria correspondente). A música é a mesma. Crianças sentadas no chão em círculo ou ao redor de uma mesa; um objeto (pedrinha, caixa de fósforos ou sementes). As crianças vão entoando a cantiga, marcando os tempos fortes; passam o objeto de uma para outra, no sentido dos ponteiros do relógio. Somente na parte onde dizem zique – zá o objeto é passado na direção contrária, retornando-se, logo a seguir, à primeira direção contrária, retornando-se, logo a seguir, à primeira direção. Quem erra cai fora. Os últimos dois serão os vencedores. Música: Escravos de Jó Jogavam Caximbó. Tira, bota. Deixa o Zé Pereira Que se vá. Guerreiros com guerreiros Fazem zigue – zigue zá (repete-se a música até restarem só dois).

15. Morto-vivo: Crianças lado a lado de frente para uma que estará sentada. O que está sentado grita bem alto: Morto para todos se abaixarem e Vivo! para se levantarem. Quem errar, sai da brincadeira. O vencedor é aquele que ficar por último.

Bom era para ser uma ou duas dicas, mas foram surgindo brincadeiras bem legais que não tive coragem de não compartilhar.

Agora não tem desculpa que não sabe o que fazer.

Bora lá brincar e curtir cada momento de interação com os nossos filhos.

Referência:

MOMO, Aline Rodrigues Bueno: Atividades sensoriais: na clínica, na escola , em casa. São Paulo, Memnon edições cientificas, 2012. https://brasileirinhos.wordpress.com/brincadeiras/, acessado em 23 de março de 2019 as 19;00 horas.